Excesso de trabalho: 6 sinais de que você está sobrecarregado!

Excesso de trabalho: 6 sinais de que você está sobrecarregado!

A evolução das relações de trabalho e o mundo dos negócios, extremamente competitivo e em constante processo de mudanças, exige profissionais cada vez mais comprometidos e dedicados.

Realmente, o amor à profissão é um comportamento esperado pelas empresas e que deve ser adotado pelos empregados.

Contudo, existe uma linha tênue entre a dedicação e o excesso de trabalho. Esse último é prejudicial e pode causar uma série de problemas, que vão desde a saúde física e mental até a vida pessoal do indivíduo.

Afinal, o trabalho não pode ser uma forma de escravidão ou de prisão. É necessário um ambiente adequado, que permita o descanso, pausas e uma certa flexibilidade.

Pensando nisso, vamos mostrar como é possível identificar que você está sofrendo com excesso de trabalho. Acompanhe a leitura!

O que caracteriza uma situação de excesso de trabalho?

A CLT prevê, em seu artigo 58 que “a duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite.”

Assim, conforme o art. 59 “A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.”

Dessa maneira, o excesso de trabalho pode ser caracterizado como a situação na qual o empregado cumpre a sua jornada de forma exaustiva, de um modo que não consegue aproveitar e manter o mesmo nível de produção devido a essa sobrecarga.

Pode acontecer também de ter que cumprir uma jornada além do permitido ou em condições precárias nas quais as suas necessidades básicas não são atendidas, o que afeta drasticamente a sua produtividade.

Qual o papel da empresa nessas situações?

As empresas têm um papel fundamental nessa questão. Elas devem adotar medidas estruturais que evitem a sobrecarga dos empregados.

Podem ser feitos procedimentos, como, rever a distribuição das funções que são executadas por cada indivíduo, marcar reuniões nas quais eles escutem os apelos e sugestões de seus funcionários, ver os empregados como uma equipe e não como um ser isolado, buscando a interação entre todos.

Além disso, são possíveis intervenções mais brandas, como controle e manutenção da folha de ponto e presença; chefes motivados e que estimulem a sua equipe e que adotem uma abordagem mais humana e delicada com seus funcionários, diminuindo o ambiente de trabalho estressante.

Quais são os sinais de excesso de trabalho?

O excesso de trabalho pode acarretar muitas doenças. Um médico do trabalho competente está apto para diagnosticar e tratar esses problemas, tais como:

  1. Prejuízo nas relações afetivas e sociais;
  2. Fadiga, que pode levar à síndrome de Burnout;
  3. Diminuição da produtividade;
  4. Doenças ocupacionais, como problemas na coluna;
  5. Doenças físicas, como: má digestão, gastrite, constipação, de pele etc;
  6. Automatismo e perda de significado do trabalho, tornando tudo uma rotina.

O que deve ser feito?

Caso o funcionário verifique uma situação de excesso de trabalho, ele pode buscar os seus direitos.

Em caso desse tipo, quando fica demonstrada que a empresa causou danos para o funcionário, a Justiça entende que ocorreu um prejuízo que gera dano existencial.

Esse dano existencial acontece nas situações em que a empresa leva o empregado até uma sobrecarga excessiva na jornada, afetando o seu convívio social e pessoal. O dano independe de uma conduta específica (ação ou omissão) do empregador, como assédio, gritos ou xingamentos. Pelo contrário, decorre das próprias condições do trabalho.

Assim, a empresa tem a obrigação de pagar ao seu funcionário, além do valor equivalente às horas extras trabalhadas, a indenização correspondente ao dano sofrido.

Isso tudo tem o intuito de ressarcir o empregado do prejuízo físico e moral que teve e educar o empregador para que não mantenha mais essa prática e deixe de explorar seus funcionários.

O excesso de trabalho pode acarretar muitos prejuízos para o funcionário. Para evitar esse cenário, tanto empresas quanto os próprios empregados devem estar atentos quanto à qualidade e as condições de trabalho. Afinal, somos seres humanos e não máquinas. Nenhum trabalho vale mais do que o seu bem-estar e qualidade de vida.

Quer saber mais sobre o assunto e se prevenir? Conheça 5 doenças ocupacionais comuns e saiba como evitá-las!

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