Bancário: Entenda o que caracteriza o assédio moral no trabalho

Bancário: Entenda o que caracteriza o assédio moral no trabalho

Se você é um dedicado e responsável bancário no exercício das suas atividades profissionais e vem sentindo dores generalizadas, tremores, tonturas, falta de ar, insônia (ou sonolência excessiva), dor de cabeça ou falta de apetite, levando-o a sofrer crises de choro, palpitações, diminuição da libido, sentimento de inutilidade, depressão, aumento da pressão arterial ou distúrbios digestivos, saiba que esses são alguns sintomas do assédio moral no trabalho a que você pode estar sendo submetido.

Caso também perceba que está tendo direitos trabalhistas violados pela imposição de metas abusivas, pressão patronal excessiva, elevada jornada diária ou indesejado convívio com os reflexos da violência urbana no seu local de trabalho, é pertinente saber que a responsabilidade civil do empregador com indenização por dano moral foi o segundo maior motivo de reclamações trabalhistas no ano de 2016, contabilizando 677.597 novas ações em todo o Brasil.

Ficou interessado em saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura deste artigo e conheça os porquês dessa realidade invisível!

O que é assédio moral no trabalho?

Segundo o conceito adotado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entende-se que, no assédio moral, está compreendida toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes repetidas de forma sistemática. Nesse sentido, ela atinge a dignidade ou a integridade psíquica ou física de um bancário, na maioria das vezes, sob constantes ameaças ao emprego e à degradação do ambiente de trabalho.

Um famoso e emblemático processo analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) deixou claro que o tratamento descortês, por parte do superior hierárquico ao lidar com seus subordinados — no caso, bancários —, não deve ser tolerado.

Isso porque as relações de emprego devem ser pautadas pelo respeito mútuo. Assim sendo, mesmo que o empregador detenha poder de mando, a ele não é dado o direito de agir com falta de urbanidade, cortesia e respeito aos subordinados.

No entanto, os tribunais também têm alertado que o assédio moral não é o mesmo que um ato de humilhação, sendo necessário provar que a conduta desumana e antiética do empregador tenha acontecido com frequência, de forma sistemática. Portanto, uma desavença esporádica no ambiente de trabalho não caracteriza assédio moral.

Dito isso, resulta evidente que você precisa contar, desde sempre, com um competente aconselhamento técnico legal que identifique as circunstâncias, avalie a prova e lhe proponha as medidas adequadas para garantir um ambiente de trabalho equilibrado e preservar a sua saúde física e mental.

O que caracteriza o assédio moral no trabalho?

Ainda segundo o CNJ, que desenvolveu e mantém um amplo banco de dados para estudo e inteligência da gestão judiciária, é uma característica frequente do assédio moral no trabalho a exposição de bancário a situações vexatórias, afetando-lhes o desempenho.

Outras práticas diretas, de igual potencial danoso por parte do empregador, são recorrentes, como:

  • acusações infundadas;
  • insultos pessoais e ridicularização;
  • gritos e indiretas;
  • propagação de boatos;
  • exclusão social do vitimado;
  • ausência de informações necessárias para a atividade diária.

Nos processos trabalhistas que resultam em condenação por assédio moral, é comum ser verificada a postura de:

  • exigir, do bancário, o cumprimento de tarefas desnecessárias;
  • instituir e exigir metas exorbitantes;
  • impor o isolamento social do bancário ou a sua ociosidade na atuação profissional;
  • expor o bancário pessoal e publicamente ao ridículo.

Como reagir diante dessas situações?

Na suspeita de sofrer assédio moral no trabalho, o bancário deve procurar assistência legal, relatar todo o acontecido, obter as orientações necessárias para resistir ao abuso e pré-constituir a prova que viabilizará a apresentação do caso ao julgamento do Poder Judiciário, com boas expectativas de resultado e sucesso.

Nesse contexto, é recomendado anotar imediatamente todas as humilhações sofridas, os colegas e clientes que tenham testemunharam os fatos, bem como evitar conversas sem testemunhas com o agressor, dentre outras medidas.

Também vale esclarecer que o bancário — a depender das provas disponíveis e sendo devidamente assistido — poderá considerar rescindido o contrato de trabalho e reclamar a devida indenização quando lhe forem exigidos serviços superiores às suas forças, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato.

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